Em visita aos municípios de Juiz de Fora e Ubá, na Zona da Mata mineira, nesta segunda-feira (9), os ministros da Casa Civil, Rui Costa, e da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, reafirmaram que o Governo do Brasil está mobilizado para apoiar a reconstrução das cidades afetadas pelas fortes chuvas da última semana.
O ministro Rui Costa garantiu que as obras estruturantes necessárias para impedir novas tragédias serão incluídas no programa Novo PAC, como contenção de encostas, macrodrenagem e barramentos. “Aquilo que é estruturante para garantir a segurança das pessoas nós vamos incluir dentro do PAC. Agora, é preciso iniciar um trabalho técnico, com especialistas, para o diagnóstico de cada área. Pelo que pude ver hoje, Juiz de Fora precisará de grandes obras. Uma contenção de encosta você não faz em seis meses”, exemplificou o ministro, que coordena o Novo PAC.
A ida a campo permitiu ao ministro Rui Costa ter uma radiografia da situação. Segundo ele, um diagnóstico final será apresentado a partir do trabalho de especialistas. A partir de amanhã serão iniciadas visitas técnicas nas áreas mais sensíveis para uma melhor definição das obras a serem promovidas no âmbito do PAC. “São áreas muito críticas. Esse trabalho técnico de diagnóstico, com sondagens e equipamentos, é primordial para apontar o tipo de intervenção em cada local. Estamos falando de um contexto de milhões de reais”, disse Costa ao explicar que os valores necessários para as obras estruturantes ainda não podem ser estimados.
Conforme o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, as obras emergenciais em Juiz de Fora e em Ubá já devem ser iniciadas. A demanda apresentada pelas prefeituras para obras simples, de reparo, é de cerca de R$ 60 milhões para cada cidade. Costa complementou que essas obras “podem ser alocadas nos recursos da Defesa Civil”, porque ficam prontas em até seis meses — prazo estabelecido na legislação para o uso de recursos emergenciais.
O ministro da Casa Civil adiantou ainda que, em Ubá, a situação só será resolvida com a retenção a montante do Rio Ubá. “É preciso obra de bacia. Vamos checar se a prefeitura tem algum projeto de retenção, algum tipo de barramento para controlar o volume de água. Há muita construção dentro do leito do rio, obstruindo a calha. A solução passa pela desobstrução da calha”.







