quarta-feira, julho 17, 2024
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Cresce número de baianos com problemas de visão

Dados da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia revelaram um aumento de 15% nos diagnósticos de glaucoma e 20% nos casos de miopia dos baianos em comparação ao ano anterior. Os números refletem uma tendência nacional de deterioração da saúde ocular, atribuída a fatores como o envelhecimento da população, o uso intensivo de dispositivos eletrônicos e a falta de cuidados preventivos. É o que explica a oftalmologista Ana Lúcia Mendes.

A busca por soluções, por outro lado, também tem sido mais frequente. Uma ótica da capital baiana por exemplo, registrou nos últimos cinco meses um aumento de 30% na procura por seus serviços e produtos, evidenciando a crescente preocupação dos soteropolitanos com o cuidado ocular.

Para aqueles diagnosticados com miopia, o uso de óculos com lentes corretivas é fundamental, mas Rafael Alonso, fundador de uma rede de óticas baiana, vai além e explica que a principal busca, nesses casos, é referente a óculos que também contenham lentes com filtro para a luz azul, os quais ajudam a reduzir a fadiga ocular, protegendo a visão a longo prazo.

“Além das lentes de alta precisão, uma excelente ótica precisa disponibilizar as opções com tratamentos antirreflexo e proteção UV, essenciais para a proteção ocular. Esse aumento na procura que recebemos destaca essa importância como auxílio à população para combater e gerenciar problemas de visão”, conta Rafael.

Nem sempre óculos é a solução

Os pacientes acham que devem sempre sair da consulta com a definição do grau”, conta a Dra. Ana Lúcia. “No entanto, não é porque os exames acusam alguma alteração que o sujeito precisa de óculos”, explica.

Para uma criança de 5 anos, com 3 graus de hipermetropia, sem queixas e que vive no campo, o quadro tende a se normalizar com a idade e, em um ambiente rural, a demanda por uma visão aguçada para perto é menor. É o que deslinda a profissional.

Há importância em discutir com o oftalmo sobre a lente e a armação. Ao chegar na ótica, porém, o técnico ótico vai cuidar de tudo para que haja o maior conforto na armação escolhida. Inclusive, Alonso deixa o alerta: “caso não haja o técnico para testar a armação em você, indicamos que não fique no local”.

Tipos de lente e de armação

No momento da escolha final para os óculos, existem diversas opções de lentes. As de cristal — ou vidro — são indicadas para altos graus e, apesar da melhor qualidade ótica e resistência aos arranhões, são contraindicadas pelo peso que pode machucar a região de apoio dos óculos no nariz, além de possuírem maior risco de quebra. As de resina são as mais utilizadas, mais leves, mas arranham com mais facilidade. Já o policarbonato tem resistência maior aos impactos e, por isso, é indicado para atletas e crianças.

 A espessura da lente influencia no valor, na estética e no conforto. Quanto maior o índice, menor vai ser a espessura, melhorando a estética e conforto dos óculos, mas com um custo mais elevado.

“O melhor modelo de armação é o que se adapta ao formato do rosto e atende às prescrições das lentes corretivas. Durante a venda, o técnico óptico indicará a melhor forma, levando em consideração a prescrição, a espessura resultante do grau e do material da lente, para não ficar pesado e machucar os pontos de apoio —orelha e nariz—, além de conciliar o gosto e o melhor resultado estético”, finaliza Rafael.

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