Com a chegada dos festejos juninos, as vendas de produtos, comidas e bebidas típicas crescem e ganham destaque entre os empreendedores. Em Feira de Santana, o investimento na produção de licor também tem alavancado a venda de produtores, que conseguiram apostar no aumento das vendas neste primeiro São João oficial pós-pandemia.
A fabricante Delma Maria Santos, que produz o Licor da Miminha há 30 anos, em entrevista ao Programa Rádio Serviço, na Rádio Geral, diz que está animada com as vendas de 2023.
“O ano passado ainda estava aquele São João meio tímido. O povo ainda estava com medo de tudo que viveu durante a pandemia. Já este ano o povo já está com outro clima, com cara de festa, com felicidade, com cara de retorno às festividades. Retornar mesmo a viver, porque o que a gente quer é isso, viver bem. A expectativa é de dobrar a produção e com o retorno das festas os Licores estão com todo pique”, conta.

Apesar dos tradicionais ainda serem a preferências de grande parte do público, os sabores novos como de menta e açaí e até maracujá com acerola, tem atraído o público.
“São 16 sabores, sendo 10 cremosos e 6 dos tradicionais Temos um sabor exclusivo de acerola com maracujá. Tenho o hábito de misturar frutas, a ideia dos sabores vem na hora de fazer o suco e montar uma receita diferente. Um não tira o sabor do outro porque tem a porcentagem certa e um sabor muito bem vendido. Os preparativos começam em novembro, quando a gente começa a colocar alguns licores da fruta do tempo na conserva. O de tamarindo mesmo, leva quase um ano em conserva. O jenipapo também. Em novembro já começamos a fabricar”, diz Dona Delma

Licor da Mininha tem 6 tipos sabores de Licores com sabores tradicionais – Foto: Reginaldo Júnior
Preços das matérias primas
Os produtos variam entre R$ 22 a R$ 28 e, segundo a empreendedora, o lucro foi reduzido por conta do aumento de alguns ingredientes.
“Tive dificuldade em achar algumas frutas e por isso os preços aumentaram bastante, tanto das frutas como dos outros itens. Chegou a ter aumento de até 40% em alguns materiais. Tentei ao máximo não repassar o aumento, dividir meu lucro, mas está sendo bem difícil. As vendas começaram desde abril, o pessoal já veio procurar. Tem gente que pega para revender em outras cidades. As expectativas são as melhores, o povo baiano gosta muito de festa. E agora livre dessa doença, queremos voltar a viver”, diz.
Por: Lila Oliveira / Jornal Folha do Estado
Reportagem e Fotos: Reginaldo Júnior / Portal MF







