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Mastologista alerta para prevenção e sintomas do câncer de mama


Postado em 06/10/2017 ás 10:54:39

 Outubro é o mês dedicado a conscientização sobre o câncer de mama, o segundo mais frequente no mundo, atrás apenas do câncer de pele, e o mais comum em mulheres, com 22% de novos casos diagnosticados anualmente. Neste mês, a cor rosa torna-se tema no cotidiano, mas para a mulher, o mais importante que se colorir, é estar atenta à prevenção.

O câncer de mama é causado pela multiplicação anormal, de forma rápida e desordenada, de células do tecido mamário, que formam um tumor. De acordo com o mastologista, Dr. Pedro Ramon Santos, uma recomendação básica para prevenir o câncer de mama é evitar a obesidade, manter a alimentação saudável e prática regular de exercícios físicos, pois o excesso de peso pode aumentar o risco de desenvolver a doença.

“A ingestão de álcool, mesmo em quantidade moderada, é contra-indicada, pois é fator de risco para esse tipo de tumor, assim como a exposição a radiações ionizantes em idade inferior aos 35 anos, assim como o uso de pílulas anticoncepcionais por longos períodos (mais de 20 anos pode estar associado ao aumento do risco para o câncer de mama. Podem estar mais predispostas a ter a doença mulheres que usaram contraceptivos orais de dosagens elevadas de estrogênio e as que usaram anticoncepcional em idade precoce, antes da primeira gravidez”, alerta o mastologista. 

Para que o diagnóstico seja feito o mais rápido possível, é importante que se faça regularmente o auto-exame das mamas, entre sete e dez dias após a menstruação. As mulheres com mais de 40 anos também devem fazer, anualmente, o exame de mamografia, disponível pelo SUS (Sistema Único de Saúde). O Dr. Pedro Ramon orienta para que as mulheres fiquem atentas aos sintomas que é um fator decisivo na prevenção contra o câncer de mama. 

“O câncer de mama em sua forma inicial é assintomático e devemos sempre buscar o diagnóstico mais precoce possível, pois isso aumenta muito a chance de cura. Porém, existem sintomas que não devem ser ignorados como: Alterações do tamanho ou forma da mama; vermelhidão, inchaço, calor ou dor na pele da mama; Nódulo ou caroço na mama, que está sempre presente e não diminui de tamanho; Inchaço e nódulos frequentes nas ínguas das axilas; Assimetria entre as duas mamas, como, por exemplo, uma muito maior que a outra; Presença de um sulco na mama, como se fosse um afundamento de uma parte da mama, ressalta o especialista. 

Confira outras dicas do Doutor Pedro Ramon  

Quando devo fazer mamografia? 

A Sociedade Brasileira de Mastologia, à luz do conhecimento atual, recomenda a necessidade da realização de mamografia anualmente, a partir dos 40 anos de idade para todas as mulheres. Em casos específicos como pacientes de risco identificado, pode haver necessidade de antecipar ou alterar a periodicidade do exame. 

Quando devo fazer Ultrassom das mamas? 

A ultrassonografia mamária não substitui a mamografia no rastreamento do câncer de mama, portanto não há recomendação de uma idade específica para a realização de ultrassom periódico. Porém, em alguns casos, existe a necessidade de complementação (mamas densas, imagens que geram dúvida na mamografia, etc.). Na presença de alterações palpáveis como nódulos e espessamentos, pode haver a necessidade da realização da ultrassonografia.

Quem deve fazer o teste genético para saber o risco de desenvolver câncer de mama ? 

São considerados de alto risco para desenvolver câncer de mama e suspeitos de mutação nos genes que predispôem ao câncer de mama pacientes:

Mulheres com:

Câncer de mama ou ovário em idade jovem (antes da menopausa)

Câncer de mama bilateral a qualquer idade

Câncer de mama e ovário a qualquer idade

Câncer de mama ou ovário a qualquer idade mais dois parentes de primeiro ou segundo grau com câncer de mama ou ovário

Câncer de mama ou ovário a qualquer idade mais 1 parente de primeiro ou segundo grau com câncer de mama ou ovário em idade jovem (antes da menopausa)

Homens ou mulheres com história familiar de:

Câncer de mama ou ovário em dois ou mais parentes de primeiro ou segundo graus

Homens com câncer de mama

Parentes de primeiro ou segundo grau de indivíduo com mutação no gene BRCA1 ou BRCA2