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Coluna Intervalo

O destaques do mundo do esporte
Por Cristiano Alves

Publicada em 13 de Setembro de 2015 ás 09:00:46

Intervalo por Cristiano Alves

 A TÃO ESPERADA – Reforma do Estádio Jóia da Princesa finalmente vai sair do papel e ser concretizada. É o que está garantindo o Governo Municipal, que confirmou a licitação para o próximo dia 8 de outubro. Há muito tempo se espera esta obra, porém, pelo valor que está sendo colocado, de fato não deverá ser uma reforma profunda e sim uma intervenção necessária na principal praça esportiva do interior do Estado.

OBSERVEI – Atentamente a explanação do prefeito José Ronaldo de Carvalho e notei que a principal preocupação é em relação ao gramado. Porém não ouvi se falar em questões fundamentais como a acessibilidade a praça, o que sinceramente foi uma falha grave porque esta situação tão evidente precisaria ter outro tipo de tratamento. Há quem diga que o projeto não contempla este quesito.

COMO EU NÃO VI – O projeto fica até complicado emitir uma opinião mais contundente sobre o assunto. Mas, se de fato a acessibilidade não está sendo contemplada é uma falha gravíssima e que precisa ser corrigida há tempo porque isso é um “prato cheio” para os oposicionistas de plantão, que se apegam aos mínimos detalhes para criar polêmicas.

AGORA – Se realmente esta e outras questões não forem contempladas, não será nenhuma novidade porque quando se trata de esporte em Feira de Santana, a classe política tem uma visão limitadíssima. Nunca se pode afirmar que a construção de equipamentos é de fato o grande incentivo para a boa prática esportiva. Guardadas as proporções posso comparar esta situação a de uma pessoa que ganha um carro e mal sabe dirigir. A má utilização de um equipamento pode acarretar incalculáveis prejuízos.

UM BOM EXEMPLO – Do que estou falando é o ginásio de esportes recém-inaugurado no Caseb. Um belo equipamento que vai atender à comunidade, mas a grande pergunta é: qual o projeto, o planejamento de utilização para este ginásio? Até agora não vis falar nada a respeito. É por isso que as coisas devem ser planejadas em todos os aspectos para que sejam construídos equipamentos de uso objetivo e não “elefantes brancos”.

SÓ ESPERO – Que as intervenções de agora realmente atendam às necessidades básicas para a prática do bom futebol. Agora, depois de ouvir o prefeito falar em valores fiquei a pensar: “R$ 1,7 milhão dá para fazer uma arena multiuso?”. Sim porque tiveram pessoas que se arvoraram a fazer afirmações deste tipo. Não quis polemizar, mas quem fez tal afirmação deveria agora refletir e entender que precisa ter muito cuidado ao falar para não cair no descrédito. Ao que sei, José Ronaldo é um administrador e não um mágico.

O PROBLEMA – É que tem muitas “Ofélias” por aí que quando abrem a boca só falam besteira e o pior de tudo é que ainda tem confrades meus que ainda batem palmas achando que é a melhor coisa do mundo. De fato, estas pessoas ao invés de soltarem cargas d’agua deveriam se precupar com outras questões como a unificação do esporte amador.

TÁ FEIO – Ver competições como o Campeonato Feirense se acabando por conta da concorrência desleal com campeonatos de bairros que hoje são muito mais valorizados pelas suas premiações em dinheiro do que propriamente  pela sua tradição. Ai fica a seguinte situação: se tem dinheiro é um sucesso e quando não tem é um campeonato esvaziado.

É PRECISO – Que as pessoas entendam que nos bastidores do esporte amador não pode acontecer concorrência, mas é o que está acontecendo porque justamente não se consegue um entendimento entre as pessoas e por isso as ações acontecem de forma solta e desordenada e os seguimentos só sobrevivem pela ação isolada de grupos ou pessoas.

AFINAL – Quando é que o esporte amador vai ser passado a limpo? É uma pergunta que trago comigo desde quando comecei na carreira de cronista esportivo e olha que já faz muito tempo. Desde 2002, quando iniciei as minhas atividades até hoje eu observo a mesma problemática e falta realmente de alguma coisa que signifique a evolução.

ALIÁS – Outro dia estava foleando edições antigas do jornal e lendo as notícias, íde observar que os problemas continuam os mesmos de 15, 20 anos atrás. O que muda são as pessoas, porém as cabeças ditas como novas até o momento só tiveram ações velhas e ultrapassadas, ou será que estou tão carcomido pelo tempo que não enxergo a evolução?

NO DIA – Que eu observar uma ação conjunta, sem intenção política, somente voltada para o bem do esporte amador aí sim posso acreditar numa real mudança. E não venham com essa de se promover audiência pública porque isso não funciona. Duas já aconteceram e de nada adiantou. O que adianta é a mudança de atitude das pessoas deixando o orgulho de lado e partindo realmente para uma conscientização que leve a real união dos seguimentos esportivos.

Cristiano Alves - Jornalista - DRT-BA-2300

Colunista de Esporte do Portal MF e Editor chefe do Jornal Folha do Estado 

Por Cristiano Alves

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