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Coluna Intervalo

O destaques do mundo do esporte
Por Cristiano Alves

Publicada em 05 de Setembro de 2015 ás 21:56:21

Intervalo por Cristiano Alves

NÃO SOU VIDENTE – Mas existem certas coisas, que pelos anos de “janela” que tenho, dá para imaginar que ndificlmente acontecerão. Um exemplo disso é esta lei do PROFUT, aprovada pela presidente Dilma e que esta semana provocou uma reunião ma Federação Bahiana de Futebol: é importante, mas da forma como está sendo colocada, muitos clubes terão pouco tempo para se adequar e poucos de fato vão se enquadrar.

O PROBLEMA – É que muitos, ou melhor, quase 90% deles são grandes “gigolôs”, ou seja, não sobrevivem por meios próprios. Muitos ficam reféns de grupos que injetam dinheiro e tornam a gramieação que é do povo como particular. Como então se adequar? Como pagar os débitos e adeqiuar os orçamentos à realidade? Como eu disse, é importante, mas ainda tudo é abstrato.

CONCRETO – Será quando os clubes realmente criaren meiospara se adequarem a realidade, ou seja, terem receitas própriias, independente de rendas de estádios, dinheiro de patrocinadores ou doações pessoais de dirigentes, como acontece na maior parte dos clubes, que terão extremas dificuldades para aderir ao programa de refinanciamento de dúvidas, até porque é preciso se ter os meios para pagar.

OUTRA QUESTÃO – É que a adesão ao programa vai esbarrar na burocracia interna de cada clube, que tem a sua autonomia para ser gerido e entidades como as federações e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) não tem como intervir. O que podem fazer é conscientizar cada filiado sobre a importância da adesão. Mas daí a determinar que a agremiação vai aderir ao programa, “são outros quinhentos”.

QUERO VER – Se na prática vai ter algum clube que vai ser barrado das disputas de comprtições, como está previsto em lei. O pior é que tem competições aí que podem nem acontecer porque seguramente hoje quase em sua totalidade, os clubes t~em pendências. Quero ver se vão ter peito para tirar o Flamengo de alguma disputa porque é o clube de maior torcida no Brasil, mas tem uma dívida extensa. Com certeza, muitos vão buscar o famoso “jeitinho” para continuar seguindo a sua vida.

FALANDO EM VIDA – Quem me disser que a vida do esporte amador feirense tá arrumada, deve estar brincado, diante da situação de penúria por qual passam alguns seguimentos esprtivos na cidade e que seguem sobrevivendo às custas de grupos de abnegados. Aí sempre vem a máxima de que o esporte amador é forte na cidade, porém desorganizado. Essa é a realidade de Feira de Santana.

VEJO – O Departamento de Esportes buscando criar situações, mas ainda não vi uma iniciativa no sentido de se organizar todo o calendário esportivo da cidade. Se organização é você ter campeonatos valorizados e outros não, sinceramente não entendo. Hoje competições tradicionais sobrevivem como Tomba, Rua Nova e Estação Nova. Em compensação outros campéonatos de bairros se acabaran porque a competição valorizada é aquela que rende dinheiro. Ninguém está mais atrás de troféu e medalha.

O QUE SE VÊ – É a falta de critério, quando poderia se ter uma organização, um critério para que estas equipes tivessem um calendário durante todo o ano. Por exemplo, que as competições de bairros fossem classificatórias para a Copa de Bairros, ou mesmo para o Campeonato Feirense, que que a cada ano que passa está mais mais esvaziado e prexcisa ser fortalecido.

DEMOCRACIA – Não é se fazer uma competição com mais de 70 clubes. Democracia, de fato é se buscar a valorização do esporte amador durante todo o ano e o princípio de tudo são justamente as discussões para se estabelecer critérios, se determinar posições a serem adotadas que elevem o fortalecimento do esporte amador. Tem equipes aí que agora é que vão tirar as camisas da naftalina e depois de dois ou três meses voltam a situação de antes.

ATÉ HOJE – Não entendi qual é o real sentido da Uniefs, que tem uns dois anos de criada, mas até agora não vi nada prático. Nem sei se estão acontecendo reuniões, ou se está sendo adotada alguma medida em prol do esporte amador. Se isso estiver acontecendo, não está sendo divulgado.

ALIÁS -  A falta de comunicação é o defeito de muitos seguimentos do esporte amador em Feira. Não existe um critério, ou seja, se divulga na rádio x ou no jornal y porque algum conhecido trabalha nestes órgãos. Tá errado porque se o esporte que estar em evidência rem que procurar a todos e não apenas dois ou três.

O CAMINHO – Para um fortalecimento real do esporte amador passa primeiro pela mudança de conceitos e  depois pelas discussões que devem ser constantes sobre a forma como o esporte está sendo gerido porque através destes debates é que surgirão idéias, propositos a serem seguidos e que realmente vão contribuir para o engrandecimento do esporte amador. 

 Cristiano Alves - Jornalista - DRT-BA-2300

Colunista de Esporte do Portal MF e Editor chefe do Jornal Folha do Estado 

 

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