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Coluna Feira Terra de Cultura

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Por Emerson Azevedo

Publicada em 22 de Agosto de 2015 ás 00:58:37

Missa homenageia vaqueiros de Santanópolis e região

 A missa é uma promoção do forrozeiro Zé Araújo, que homenageia seu pai e seu avó queram vaqueiros

Conhecido em Feira de Santana e região o forrozeiro Zé Araújo faz uma viagem ao passado, quando promove amanhã a 19ª edição da Missa do Vaqueiro, que acontece amanhã no povoado de Quilombo, município de Santanópolis. É uma homenagem que o artista presta ao seu pai Arlindo Mascarenhas e o seu avô Miguel Cordeiro de Lima, ambos eram vaqueiros.  “É um momento de confraternização com todos os vaqueiros da região que vão receber a bênção divina e renovar as suas energias para a árdua luta do dia a dia”, disse Zé Araújo.

A missa será rezada pelo padre Nicanor Gonçalves dos Santos e ao final, o forrozeiro fará um show com diversos convidados e mostrar todo o talento que descobriu aos quatro anos de idade, através de seu pai e seu avô, que eram vaqueiros e tocavam sanfona. O primeiro instrumento que o então garoto tocou foi uma sanfoninha de quatro baixos e de ouvido, o menino tocou “Asa Branca”, de Luiz Gonzaga.

Aos oito anos Zé, morando em Feira de Santana, passou a tocar na Rádio Cultura, agora com uma sanfona de oito baixos. Em um período que sua família mudou-se para Salvador, em 1966, morando no Pau de Lima, passou a tocar em festinhas residenciais e em praças e através de um amigo da família foi convidado para tocar da Rádio Sociedade da Bahia, no programa Jota Luna, onde conheceu o Trio Nordestino (composto à época por Lindú, Cobrinha e Coroné). Contam que Zé Araújo, aos 13 anos teve um encontro com o Mestre Lua, na cidade de "Pau Brasil", no Sul da Bahia, e naquela ocasião, o Velho Lua alisou a cabeça daquele menino José, o que parece ter sido uma unção de forró e sanfona no menino, que veio se tornar este sanfoneiro e compositor, consagrado nesta região do sertão e marcante em todos os lugares por onde passa.

Com três discos, um vinil denominado "Seca e Sol" (1992), e dois CDs, "Tem dó de mim" e "Te levo nas estrelas", Zé Araújo é um extremo defensor da música raiz, o conhecido forró pé de serra, base dos seus shows que continua fazendo por diversas cidades dentro e fora da Bahia. “Graças a Deus hoje tem uma carreira consolidada e esta missa, além da homenagem,  é uma forma de agradecimento a tudo o que tem acontecido na minha vida. Espero que muita gente da região esteja lá para rezar e depois curtir um show bacana”, disse Zé Araújo. 

Cristiano Alves - Jornalista - DRT-BA-2300

Colunista do Portal MF e Editor chefe do Jornal Folha do Estado

Por Emerson Azevedo

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