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Coluna Intervalo

O destaques do mundo do esporte
Por Cristiano Alves

Publicada em 22 de Agosto de 2015 ás 00:58:05

Intervalo por Cristiano Alves

NA VIRADA – Do Campeonato Brasileiro das Séries A e B, ainda é complicado fazer previsões ou ainda se afirmar com precisão quem é quem dentro destas competições. A prova disso são os números e bem diferente dos anos anteriores, não existem “puros sangue” que disparam na liderança das competições, deixando para trás os “cavalos paraguaios”, que começam bem, mas depois perdem o fôlego e ficam para trás. Agora tá difícil distinguir quem é “alazão” e “puro sangue”.

PROVA DISSO – São times como o São Paulo, do meu amigo Barnabé, por exemplo: tá lá no topo da tabela, porém as apresentações têm sido pouco convincentes e aquele torcedor que é um pouco mais realista não se engana com o futebol apresentado até aqui por Pato, Ganso e companhia. É um futebol medíocre que não inspira confiança a ninguém e os resultados têm acontecido, muitas vezes pela fragilidade dos adversários.

PELO QUE VINHA – Acompanhando, até colocava o Palmeiras aí no hall dos favoritos ao título. Mas o time engatou uma sequência de resultados desconcertantes, que a esta altura me remetem ao ceticismo, mesmo porque o “Porco” abriu os cofres, fez grandes contratações, mas o Marcelo Oliveira a esta altura do campeonato ainda busca dar um padrão tático ao time, que “dá uma no cravo e duas na ferradura”, como diria o saudoso Armando Oliveira.

TALVEZ – Dentre estes times da atualidade, o Atlético/MG apareça com boas chances, mas ainda é cedo para afirmar que o Galo vai ser campeão. Mesmo porque em jornadas passadas, o time ia bem, mas do meio pro fim da competição, a coisa desandava e aí ficava naquela história do quase. É inegável que tem jogadores interessantes, mas afirmar qualquer coisa agora é precipitação.

O CORINTHIANS – Também vem na mesma linha dos demais concorrentes: não fez grandes contratações, alterna boas e más apresentações e até aqui vejo que o Tite tem encontrado dificuldade para ajustar o time de maneira que possa construir uma sequência de resultados, situação bem diferente de anos anteriores.

SE – As coisas na Série A estão assim, imagine na Série B? Um time como o Botafogo, por exemplo, que em épocas passadas poderia ganhar com “um pé nas costas” uma das vagas, este ano está tendo que ralar e ralar muito para almejar alguma coisa. Tem condições de chegar, mas o grau de dificuldade é maior, muito maior, do que em anos anteriores.

DENTRO DESTE RACIOCÍNIO – Tenho acompanhado o desempenho dos clubes baianos até aqui e vejo grandes possibilidades de um ou até mesmo os dois ascenderem a Série A em 2016. Mas o grande problema é que agora está dando para o gasto, os times armados e as campanhas até correspondem. Mas tenham certeza que tudo isso vai mudar – se os times subirem – e as mudanças podem levar a problemas dentro de campo e aí os times na Série A, quando retornarem ficarem na “corda-bamba”, como sempre acontece.

VAI SE DESCONSTRUINDO – Uma série de mitos como o treinador “bam-bam-bam”, o craque que era contratado pelos clubes e que os seus torcedores afirmavam “o time vai ser campeão por contratou fulano, ciclano ou beltrano”. Isso tudo acabou e hoje o que realmente prevalece é o conjunto da obra.

ESTE É O FUTEBOL BRASILEIRO – Na realidade: os clubes estão quebrados, o torcedor por conta de outras questões, cada vez mais longe dos estádios e os grandes investidores por conta dos aspectos da lei estão se afastando. Diante disso, cada vez mais a realidade está aparecendo e esta vem cercada de uma grande crise técnica, que atinge a todos os clubes, sem qualquer exceção.

PARA PIORAR – Ainda tem os escândalos e casos de corrupção que cercam as equipes e entidades que administram o futebol revelando um submundo tenebroso,  um “mar de lama”, que não está conseguindo ser mais escondido pelas “mascaras”  de resultados positivos ou contratações de vulto, como foi a de Paolo Guerreiro, feita pelo Flamengo. Aí os torcedores se iludem e não enxergam a realidade.

A MAIOR PROVA DA REALIDADE – É a Seleção Brasileira, que no passado tinha 22 craques. Claro que sempre teve os diferenciados, porém, os demais mesmo sendo coadjuvantes eram de boa qualidade. Bem diferente do que é hoje, onde temos um amontoado que joga em função e um atleta e pronto. Acabou a diferença que tínhamos em relação ao restante do mundo.

PIOR AINDA DISSO TUDO – É se trabalhar de maneira incansável, como aconteceu conosco e ainda ter “espíritos de porco” que se dizem colegas de profissão, que  depreciam nosso trabalho. Não compartilham informações e são incapazes de creditar informações que colhem de outros colegas. Estes são verdadeiros medíocres que deveriam ter vergonha de empunhar um microfone ou escrever alguma coisa relacionada esporte.

 Cristiano Alves - Jornalista - DRT-BA-2300

Colunista de Esporte do Portal MF e Editor chefe do Jornal Folha do Estado 

Por Cristiano Alves

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