Portal MF

Coluna Intervalo

O destaques do mundo do esporte
Por Cristiano Alves

Publicada em 16 de Agosto de 2015 ás 12:00:55

Intervalo por Cristiano Alves

UMA DAS CONDIÇÕES – Para ser um analista esportivo é justamente não ficar “em cima do muro”. O profissional precisa se posicionar, de maneira abalizada e caucada em dados, informações que realmente deem consistência a linha de pensamento a ser desenvolvida pelo profissional, mesmo sabendo que muitas coisas que ela fala vão agradar a muitos e desagradar a poucos.

DENTRO DESTE SENTIDO – Sou curto e grosso: não acredito que este ano vai acontecer a reforma do Estádio Joia da Princesa, pois estamos falando de uma praça esportiva municipal, onde para ser feita qualquer coisa se faz necessário passar por alguns trâmites burocráticos, ou seja, trocando em miúdos, a coisa nem saiu do papel e só Deus sabe quando é que vai começar mesmo.

RESPEITO – Quem acredita que o Joia vai ser reformado ainda este ano, mas como dizem “para um bom entendedor meia palavra basta”. Ouvindo outro dia o secretário de Planejamento, Carlos Brito, e o prefeito José Ronaldo pude sentir através das palavras deles que ainda não será agora que a reforma vai acontecer, dada a demora para se começar alguma coisa, pois muitos diziam que no dia 29 de junho, após o encerramento da 2ª divisão, porém ainda não aconteceu e eu tenho as minhas dúvidas se isso ocorrerá realmente.

O PREFEITO – Quando questionando sobre o tema “tirou de tempo” toda a imprensa, quando deu respostas bem superficiais sobre a reforma do estádio. Muita água ainda vai rolar por debaixo da ponte e sinceramente, acho que seja até errado autoridades estarem se pronunciando mesmo porque tudo ainda é muito abstrato.

DIGO ISSO – Porque na semana passada vi uma entrevista do diretor de esportes, Emerson Britto, afirmando da possibilidade do estádio ser transformado em uma arena multiuso. A ideia, de fato é interessante, muito boa, mesmo porque existem áreas no estádio e em seu derredor que são subaproveitadas. Porém entre esta ideia e a concretização dela existem quilômetros e quilômetros de distância.

DIANTE DESTA SITUAÇÃO – Honestamente é até melhor não dizer nada, mesmo porque qualquer coisa dita, dependendo do seu teor, pode se virar contra a quem disse porque quando declaramos alguma coisa nos colocamos na posição de vidraça e podemos receber pedras a qualquer momento. Muitas vezes as criticas acontecem porque não se toma a devida precaução.

FALANDO EM PRECAUÇÃO – As vistorias nos estádios são feitas anualmente, quando são emitidos relatórios sobre as condições dos estádios. É dado um tempo para que as questões pendentes sejam resolvidas, mas todo ano a mesma lengalenga continua e muitos estádios apresentam problemas que posso considerar crônicos.

ALIÁS – Acompanhando os jogos do Campeonato Baiano da 2ª divisão, tive oportunidade de visitar todos os estádios e sinceramente fique me questionando como né que a FBF liberou estas praças para jogos. Tem locais, como o estádio de Itabuna por exemplo, que a situação é lamentável: o vestiário estava completamente alagado, sem qualquer condição de alojar um time profissional.

EM JUAZEIRO – Além dos vestiários pequenos, gramado irregular, a gente para chegar ao nosso posto de transmissão, temos que passar no meio da torcida e depois ainda temos que mostrar prepara físico para descer um batente, que na verdade é um degrau de arquibancada. Aqueles companheiros que têm mais idade sentem dificuldade, como foi o caso do amigo Rogério Santana, que precisou do meu auxilio junto com Plínio Pereira para chegar a cabine.

JÁ GUANAMBI – Até que fiquei bem acomodado, mas a estrutura em si do estádio precisa mudar muito: se construir mais arquibancadas, mais cabines de imprensa, melhorar  a iluminação porque se não forem feitas estas intervenções, acho difícil o time mandar seus jogos naquela praça.

SEI – Que muita gente não gosta quando são feitas as críticas. Porém a necessidade de se ter conforto faz com que as pessoas falem ao perceberem falhas. Por isso é que muitas vezes, os dirigentes acabam se comprometendo porque na ânsia de se dar uma resposta acabam falando que não devem.

POR ISSO – No lugar de se falar coisas, levantar ideias ou possibilidades utópicas. É necessário que as pessoas se aprumem e coloquem as cabeças para funcionar, pensar ideias e projetos palpáveis. Um exemplo disso é pensar em alternativas para uma situação da não reforma do Joia

Cristiano Alves - Jornalista - DRT-BA-2300

Colunista de Esporte do Portal MF e Editor chefe do Jornal Folha do Estado 

Por Cristiano Alves

Outras postagens de Cristiano Alves