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Por Cristiano Alves

Publicada em 09 de Agosto de 2015 ás 10:33:17

Intervalo por Cristiano Alves

HÁ UM VELHO DITADO – Que diz: “Tem males que vem para o bem”. Sinceramente eu acredito nisso porque muitas vezes as coisas ruins precisam vir a tona para se desfazer mitos. Um exemplo foi quando o Campeonato Brasileiro passou a ser disputado no sistema de pontos corridos porque teve muito time que se quebrou. Acabou com esta história de “time de chegada”. Hoje quem comanda é o conjunto agregando planejamento e competência.

OUTRO EXEMPLO – Foram estes escândalos tanto na Fifa quanto na CBF, que arrancou a máscara de muita gente, que na verdade era lobo vestido em pele de cordeiro. Revelou as péssimas administrações de dirigentes, que superfaturam os clubes com investimentos absurdos e as agremiações é quem pagam o ônus de toda esta imundície hoje escancarada.

AGORA – Muitos entendem porque, por exemplo, clubes ditos grandes são verdadeiras “bombas de Hiroshima”. Olha o Vasco da Gama? Onde está? Um time medíocre administrado por um escroque como o Eurico Miranda que se auto intitula “estrela”. Estrela? Estrela de que? Da corrupção? Da má gestão? De que mesmo?

TENHO QUE CORTAR NA CARNE – Mas como botafoguense, não posso deixar de reconhecer que o meu time do coração, nos últimos anos foi mal gerido e o resultado hoje é a 2ª divisão do Campeonato Brasileiro, onde faz uma campanha bem aquém do que a sua grande torcida imaginava. Sim, tem gente que acreditava “o Glorioso vai ganhar ‘com um pé nas costas’ a Série B” e na verdade, ele tá se pegando com outros clubes na briga por uma das vagas na “comissão de frente”.  

SE FALA – Tanto em planejamento, mas tudo isso é teoria porque os clubes estão envoltos em crises financeiras, num verdadeiro “beco sem saída”, onde mal conseguem caminhar com as próprias pernas e vivem a mercê de investidores que olham o futebol como um grande negócio, ou seja, enquanto der lucro, tudo certo. Mas no dia que a coisa falhar, literalmente “tiram o braço da seringa”.

OUTRO ASPECTO – É a grande limitação técnica que os nossos times têm. Olha aí o Cruzeiro? Foi bicampeão brasileiro e atualmente faz uma campanha bem abaixo do que se esperava dele no campeonato nacional. Vendeu três jogadores – Egídio, Ricardo Goulart e Everton Ribeiro – e parece que o time se esfacelou. Este é um bom exemplo de má gestão técnica.

PORQUE – Não se planejou a coisa no sentido de se preparar atletas da base que viessem suprir a falta destes que saíram. Aí se lança jogadores de qualquer jeito, sem a devida preparação e estes por sua vez não respondem. Podemos comparar com a munição que explode dentro do cano de uma arma antes de ser projetada no alvo.

ISSO TUDO – Eu falo a nível de futebol profissional. Agora, voltando as atenções para o nosso próprio umbigo, imaginem então o que vai acontecer no Campeonato Intermunicipal 2015 que começa a partir de hoje. No tempo de crise, as portas estão se fechando e ao que parece, este ano não teremos mega-seleções disputando a competição. Sim porque todos os anos, as prefeituras “derramavam” dinheiro armavam superestruturas, mas agora a coisa não é bem assim. Tá todo mundo com o “dedo no ponto”, para não dizer outra coisa.

DIGO ISSO – Porque faço questão de participar todos os anos do Congresso Técnico do Intermunicipal e lá, converso com colegas de imprensa, dirigentes e este ano pelo que senti não teremos fortes seleções. Até mesmo cidades como Porto Seguro, Itajuípe, Conceição do Coité que sempre investem pesado, este ano literalmente “tiraram o pé do acelerador”.

FALANDO EM INESTIMENTO – Uma ausência notada este ano foi da seleção de Santaluz, vice-campeã no ano passado. Foram gastos quase R$ 500 mil e no final, dentro de casa, o time sucumbiu diante da tradicional, mas modesta, seleção de Cachoeira que tinha uma folha de R$ 30 mil mensais. O engraçado é que a campeã, Cachoeira, quase fica de fora este ano por falta de investimentos.

FEIRA – Estreia hoje, fora de casa, diante de Itaberaba. Está no grupo 3, com a seleção de Tanquinho e, sinceramente, se não se classificar é muita falta de competência. Pelo que estamos sabendo, o time feirense comandado pelo experiente Merrinho é favorito a chegar em primeiro lugar no grupo e passar com vantagens para outras fases.

ACREDITO – Sinceramente, pelo time que Feira possui e pela formatação do Campeonato Intermunicipal que é possível se chegar longe na competição. Em anos anteriores Feira chegou com uma condição inferior a atual, quem sabe agora não chega? Se tiver competência vai longe sim. 

Cristiano Alves - Jornalista - DRT-BA-2300

Colunista de Esporte do Portal MF e Editor chefe do Jornal Folha do Estado 

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