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Coluna Intervalo

O destaques do mundo do esporte
Por Cristiano Alves

Publicada em 02 de Agosto de 2015 ás 19:47:16

Intervalo por Cristiano Alves

HÁ POUCOS DIAS – Estava aqui folheando antigos jornais e comparando as notícias antigas com as atuais pude constatar que a realidade de épocas passadas é quase igual a hoje, quando me refiro a times de futebol: clubes andando com a “cuia na mão”, pedindo apoio a um e a outro. Ou ainda a falta de sequência em trabalhos e projetos, que tiveram bom começo mas que se acabam com pouco tempo.

O QUE ACONTECEU – Por exemplo, com o Colo-Colo em 2006, quando conquistou o Campeonato Baiano de maneira inédita, foi o mesmo processo do Bahia de Feira em 2011, do Fluminense com os vice-campeonatos de 1990, 1991 e 2002. Ou seja, não se consegue por uma série de questões se construir algo palpável, ou seja, a evidência é algo tão fugaz, que em curtos espaços de tempo uma equipe experimenta o gosto bom das vitórias e o sabor amargo das derrotas. 

ACHO GRAÇA – Quando, por exemplo, um dirigente passa um determinado período administrando o clube, faz um bom trabalho e sai, aí todo mundo fala “ah, se fulano  estivesse aí nada disso aconteceria....”, como se os dirigentes fossem deuses. Só que as realidades são diferentes e neste sentido, quem não se recicla fica para trás até ser jogado no ostracismo. Chega a ser patético, torcedores convocando ex-dirigentes só que eles não fazem milagres. 

SE COMPARARAMOS – O que acontecia antes e o que acontece hoje, vamos ver dirigentes “chorando misérias”, a imprensa sempre repetindo o que já se sabe: a falta de estrutura, a desorganização dentre tantas coisas ruins que contribuem para que o futebol fraco apresentado pelos times, por exemplo em competições nacionais.

AGORA – Mesmo, Serrano e Colo-Colo estão disputando a Série D do Campeonato Brasileiro. Queira Deus que eu esteja errado, mas o que foi apresentado até aqui me permite dizer que a Bahia não vai longe nesta competição e vou mais além: do jeito que vai não teremos um time na Série C tão cedo. 

É POR ISSO – Que muitos não se conformam como a cidade de Feira de Santana pela estrutura comercial que tem, pela presença de público em estádio, não ter um time em uma competição nacional. Enquanto disso, cidades com população bem menor, possuem times até mesmo na Série A do Campeonato Brasileiro. Isso acontece porque existem projetos que são levados a sério.

AQUI – Quando um projeto está sendo executado e com um relativo êxito, ficam os “espíritos de porco”  secando torcendo para as coisas darem errado e quando acontecem problema, como a saída de dirigentes, aí já começam logo com a história de “grupo rachado”. E o processo que está desenrolando, se fala o que?

A VERDADE – É que entra ano, sai ano e a mentalidade dos cartolas continua a mesma. Olha o Vitória da Conquista? Foi vice-campeão baiano, mas não está participando da Série D porque os dirigentes acham que a Copa Estado é mais interessante por dar uma vaga na Copa do Brasil ou Série D. Todos querem a Copa Brasil porque a CBF manda um time de grande apelo, os times “enchem a burra” de dinheiro e pronto. E os projetos? O sonho de crescer fica aonde?

A VERDADE – É que os clubes baianos têm entrado nestas competições apenas para fazer número: não investem, não criam projetos, não se esforçam. Se esforçar para que? Tem dirigente por aí que se dá por satisfeito por fazer campanha para ficar no meio da tabela de classificação: não querem cair e por outro lado não fazem grandes times porque vai se gastar.

SINCERAMENTE – Me pergunto:  qual a razão mesmo de ter um clube de futebol? Pergunto porque os clubes de dono, pelo menos aqui não deram certo. Eles não conseguem apoio por completo da imprensa e do torcedor e vivem sempre a reclamar da falta de patrocínios. Quem vai colocar dinheiro numa coisa onde não pode opinar?

SE – O sistema que vivemos é democrático é necessário então o devido discernimento para entender que a forma correta de se administrar não é através de imposição e sim, através do consenso, fruto da troca de ideias. Porém a forma que se pensa é de um, a gestão é de um e acaba realmente os clubes sendo prejudicados.

TEM GENTE – Que independente dos jogadores que contrata, tem que estar sempre a mão com um rosário porque as rezas precisam ser fortes para seus clubes não caírem de divisão. Se a queda acontecer vai ser complicado para se soerguer pois sem apoio fica complicado se tocar um projeto sozinho. 

Cristiano Alves - Jornalista - DRT-BA-2300

Colunista de Esporte do Portal MF e Editor chefe do Jornal Folha do Estado 

 

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