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Coluna Feira Terra de Cultura

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Por Emerson Azevedo

Publicada em 21 de Junho de 2015 ás 22:13:12

Fortalecer a política cultural é meta do Conselho Estadual de Cultura

 “Temos capacidade e vamos caminhar juntos durante dois anos, sempre em prol do fortalecimento da política cultural pública da Bahia”, afirma o presidente recém-eleito para o Conselho Estadual de Cultura, Márcio Ângelo Ribeiro. Com muita disposição de trabalhar pela Cultura, ele assume a função pelos próximos dois anos, ao lado do vice-presidente Emílio Carlos Tapioca. 

O pleito aconteceu na tarde da última quarta-feira, 17, em Sessão Plenária na sede do Conselho Estadual de Cultura, no Campo Grande, em Salvador. A eleição foi conduzida pelo secretário de Cultura do Estado, Jorge Portugal, que recebeu como convidado o representante da regional Bahia e Sergipe do Ministério da Cultura (MinC), Carlos Henrique Chenaud.   

O ciclo eleitoral teve início no turno da manhã, quando conselheiros e conselheiras debateram o que esperam da nova gestão do órgão. Na mediação dos trabalhos estava o chefe de gabinete da Secretaria Estadual de Cultura (SecultBA), Luciano Pinho. Na ocasião, foi aberto espaço para que os interessados na presidência e vice-presidência lançassem seus nomes como candidatos. 

Os conselheiros Emílio Carlos Tapioca e Pawlo Cidade oficializaram as candidaturas para o posto de vice-presidente, seguidos pelos conselheiros Márcio Ângelo Ribeiro e Aurélio Schommer, que gostariam de ocupar o posto de presidente. Pela tarde, já com a presença do secretário Jorge Portugal, a primeira votação foi destinada à vice-presidência. 

RESULTADO – O placar de 21 votos contra oito garantiu a vitória de Emílio Carlos Tapioca. “Ambos somos vitoriosos. É o momento de nos unirmos para trabalharmos de forma clara e objetiva. Temos que atender a diversidade, a territorialidade e o comprometimento com a cidadania”, disse o vice-presidente, em seu discurso de agradecimento. 

Em seguida, após obter 18 votos, Márcio Ângelo Ribeiro assumiu a presidência do órgão. O segundo colocado, o conselheiro Aurélio Schommer, conseguiu oito votos. Houve ainda dois votos nulos e um em branco. “Essa é uma vitória do coletivo. Esse momento que tivemos, a partir dessa eleição, é um símbolo do que ocorrerá no Conselho, pois tudo será resolvido coletivamente. Estaremos na frente para o fortalecimento da política cultural do Estado. Temos que ter política e direção. Quero agradecer a confiança de todos, vamos caminhar juntos esses dois anos”, comentou o presidente, logo após a confirmação do resultado. 

VOTAÇÃO – O pleito aconteceu por meio de voto secreto. Chegou a ser debatido se o voto deveria ser aberto, mas, após votação, a maioria dos presentes optou por não revelar sua escolha durante a eleição. O evento serviu também para que os membros da instituição tivessem a oportunidade de expor seus anseios em relação ao funcionamento do órgão, como foi o caso do conselheiro Sandro Magalhães. 

Em seu segundo mandato como conselheiro, Magalhães alertou seus pares sobre a necessidade de o presidente e seu vice estarem dispostos a lidar com os problemas financeiros que o Estado enfrenta. Outra necessidade apontada é de os novos gestores se dedicarem a conhecer o Conselho e suas demandas de trabalho como órgão colegiado da SecultBA. “O Conselho é um espaço de respostas às demandas sociais”, explicou o conselheiro, após destacar o papel normativo e consultivo da instituição. 

O secretário de Cultura da Bahia, Jorge Portugal, comemorou a disposição dos conselheiros para trabalhar pelas políticas públicas culturais. “Aprendo muito com o Conselho, talvez eu seja o que mais aprende aqui. Há uma convergência muito grande sobre a possibilidade de construção de consensos democráticos que fortalecem a todos”, assinalou.

 A próxima Sessão Plenária foi agendada para o dia 22 de julho. Participaram do evento na última quarta-feira os conselheiros territoriais Acácia Nascimento, Fábio Mendes, José Carlos Paulo da Silva, Fábio Mendes, Jorge Baptista Carrano, José Vagner Lavôr, Márcio Ângelo Ribeiro, Pawlo Cidade, Raimundo Nonato Tito da Silva e Virgínia Coronago.  

Como conselheiros setoriais estavam Adenil Batista (Pan Batista), Ana Vaneska Almeida, Aurélio Schommer, Javier Alfaya, Luiz Aldo, Nadja Vladi, Nilo Silva Trindade, Silvio Roberto Portugal, Wilson Fernando e Wilson Mário Santana (Sumário Viola). 

Já os conselheiros indicados pelo poder público que registraram presença foram Arany Santana (CCPI), Edvaldo Gomes Vivas (MPE), Edvaldo Mendes Araújo (FPC), Emílio Carlos Tapioca (ADIMCBA), Fernanda Tourinho (Funceb), Ive Cristiane (TJ), João Carlos de Oliveira (IPAC) e Maria Ivanilde Nobre (Sec. de Educação). 

Estavam como ouvintes na Sessão Plenária os conselheiros suplentes Cristiane Taquari, Kuka Mattos e Luciano Rocha.

Por Emerson Azevedo

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