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Por Cristiano Alves

Publicada em 04 de Setembro de 2017 ás 10:02:21

Alem do PSG, liga espanhola quer que a Uefa investigue o City por violar Fair Play

Foto: Pedro Martins/MoWASports

 A entidade que regula o Campeonato Espanhol confirmou que entrou com um pedido junto à Uefa para que investigue Paris Saint-Germain e Manchester City por quebrarem as regras do Fair Play Financeiro. Segundo o comunicado enviado pelo presidente da La Liga, Javier Tebas, à agência AP, os gigantes de Inglaterra e França estariam se beneficiando de auxílios estatais em seus investimentos milionários. Nas palavras dele, isso “distorce as competições europeias” e “causa danos irreparáveis à indústria do futebol”.

Diante dos recentes investimentos de PSG e City, os maiores gastadores da última janela, Tebas escreveu à Uefa há duas semanas, pedindo que os dois clubes fossem investigados. Na sexta-feira, a entidade que regula o futebol europeu abriu uma investigação formal sobre o Paris Saint-Germain como parte do monitoramento dos clubes em relação ao Fair Play Financeiro. A entidade avaliará se o clube respeitou as regras de equilíbrio especialmente no recém encerrado mercado de transferências.

O regulamento foi aprovado pela entidade europeia em 2010 e entrou em funcionamento efetivamente em 2011. Ele visa melhorar a saúde financeira dos clubes do continente e, basicamente, tem como meta equilibrar os gastos. Ou seja: os times não podem gastar mais do que arrecadam. No entanto, em 2015, o texto foi atualizado e incluiu itens de controle de investimentos. O próprio PSG, o Manchester City e o Chelsea, financiado com bilhões por seus donos, inspiraram a mudança.

No dia derradeiro da janela, o PSG contratou por empréstimo o atacante Mbappé, revelação do Monaco, com opção de compra em € 180 milhões (R$ 667,8 milhões na cotação atual) para justamente tentar burlar o FFP. No início de agosto, o clube já havia gastado € 222 milhões em Neymar, no que virou a transação mais cara da história. Já o City investiu milhões pelas contratações de Ederson, Danilo, Benjamin Mendy, Bernardo Silva e Kyle Walker.

Nos próximos meses, um comitê de investigação da Uefa criado para controlar as finanças dos clubes vai se reunir para avaliar cuidadosamente toda a documentação relativa ao caso. Em nota, a a entidade afirmou que considera o Fair Play um mecanismo crucial para garantir a sustentabilidade financeira dos clubes europeus. Ela ainda disse que não fará mais comentários até que a investigação seja concluída.

Quais são as principais regras do Fair Play Financeiro?

São três princípios básicos:

  • Sem calote: os clubes que se qualificam para as competições da Uefa têm de provar que não têm dívidas em atraso com outros clubes (transferências, etc), salários de jogadores, previdência social e autoridades fiscais.
  • Controle de gastos: o clube não pode gastar € 5 milhões além do que arrecada por período de avaliação, que é de três anos. No caso de clubes cujos donos tenham patrimônio como garantia para fazer o pagamento, o valor pode chegar a € 30 milhões para o triênio 2015 a 2018. As despesas com estádios, centros de treino e aposta na formação de jovens e no futebol feminino não entram na conta.
  • Investimento "sustentável": em 2015, a Uefa atualizou o regulamento para ter um maior controle sobre os gastos excessivos. É o principal item no qual o PSG se encaixaria. A entidade monitora clubes que tenham tido injeção suspeita de dinheiro, mas, ao mesmo tempo, controla aqueles times com dificuldades estruturais.

Com informações dGloboEsporte.com

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