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Por Cristiano Alves

Publicada em 12 de Maro de 2017 ás 12:25:24

Inter tenta marcar julgamento de caso Victor Ramos no TAS antes de Serie B

Foto: Francisco Galvão/EC Vitoria

 O ano de 2017 já adentra seu terceiro mês, mas o Inter mantém suas esperanças de conseguir uma vitória jurídica no caso Victor Ramos para evitar atuar na Série B. Após entrar com ação no Tribunal Arbitral do Esporte (TAS), com sede em Lausanne, na Suíça, os advogados do Colorado trabalham para tentar realizar o julgamento, já em sua última instância, antes do início do Campeonato Brasileiro.

Até o momento, o TAS não tem uma data marcada para analisar o caso – em seu site oficial, apresenta sessões marcadas até 10 de maio. O departamento jurídico do clube gaúcho aguarda uma sugestão de data de parte dos juízes para apresentar a argumentação de que o julgamento só terá "utilidade" se for julgado antes do início do Nacional. O jurídico colorado quer que o processo seja julgado ainda em abril. Do outro lado, CBF e Vitória também apresentarão suas defesas para uma data adequada.

O Inter tenta fazer com que o clube baiano seja punido pela suposta inscrição irregular do zagueiro Victor Ramos (entenda abaixo). Caso consiga reverter o caso no tribunal, no entanto, o Colorado depara ainda com um "entrave" em solo brasileiro. O Estatuto do Torcedor exige que o regulamento de uma competição seja registrado 60 dias antes de seu início.

ENTENDA O CASO VICTOR RAMOS

Em 1º de dezembro, o Inter apresentou no STJD um documento com 42 páginas pedindo para fazer parte no processo que investigou supostas irregularidades na inscrição do zagueiro Victor Ramos, iniciado pelo Bahia. Na luta contra o rebaixamento, o clube gaúcho pedia que o tribunal reabrisse o caso para punir o clube baiano com a perda de pontos nas partidas em que o zagueiro atuou no Campeonato Brasileiro. 

A principal linha sustentada pelo clube gaúcho diz respeito ao não cumprimento das normas do Transfer Matching System (TMS), que regulamenta as transferências internacionais no futebol. O jogador, que pertence ao Monterrey, do México, estava emprestado ao Palmeiras até se transferir ao Vitória, em fevereiro do ano passado. Na visão dos advogados do Inter, essa negociação ocorreu de maneira irregular.

No dia 8 de dezembro, o auditor Glauber Guadelupe, vice-procurador-geral do STJD, arquivou o pedido do Inter.  No dia seguinte, a CBF enviou um ofício ao STJD alegando que os documentos usados pelo clube no processo – a troca de e-mails entre o diretor da CBF e o Vitória – foram adulterados. A entidade pediu a impugnação dos documentos pelo tribunal.  

O Inter, por sua vez, garantiu a autenticidade dos documentos. E, insatisfeito com a decisão do tribunal, entrou novamente, no dia 12 de dezembro, com um pedido de reexame do caso Victor Ramos no STJD. Uma semana depois, o procurador-geral do STJD, Felipe Bevilacqua, optou por manter o caso arquivado. 

Depois, um documento registrado pelo 26º Ofício de Notas do Rio de Janeiro em 15 de dezembro apresentou a íntegra da troca de e-mails entre o diretor de registros da CBF, Reynaldo Buzzoni, e o Vitória, com instruções sobre os procedimentos necessários para a inscrição do jogador por parte do clube baiano. 

Sem obter sucesso no STJD, o Inter levou o caso à Suíça. Em janeiro desse ano, o clube ingressou com uma ação no Tribunal Arbitral do Esporte (TAS), com sede em Lausanne, para tentar reabrir o processo. O tribunal pediu esclarecimentos de Vitória, CBF e STJD e está analisando o caso. 

Com informações do Globo Esporte.com

Por Cristiano Alves

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