Portal MF

Coluna Intervalo

O destaques do mundo do esporte
Por Cristiano Alves

Publicada em 11 de Julho de 2016 ás 15:51:16

Douglas Costa não se recupera de lesão e está fora da Rio-16

 LONGE DE MIM – Querer ser o dono da verdade, mas tem coisas que falo por conta da minha experiência, que não é tão grande assim, mas me proporciona condições de falar alguma coisa. Digo isso porque na semana passada me referi a inversão de valores no nosso futebol, o que é uma verdade, pois os clubes pararam de produzir jogadores, algo lamentável.

AÍ – Vem estes resultados enganadores, como foi a vitória do Atlético Nacional da Colômbia sobre o São Paulo, pela fase semifinal da Copa Libertadores da América para que os lunáticos afirmem que hoje o futebol de outros países sul-americanos é superior ao futebol brasileiro, o que não é verdade.

PARA QUE ISSO ACONTEÇA – A ponto de se fazer tal afirmação é necessário que aconteça uma grande transformação, inclusive do ponto de vista histórico. Países como Chile e Colômbia, são emergentes no futebol, ou seja, de tempos em tempos formam uma geração de bons jogadores com prazo de validade estabelecido e daqui a pouco somem para o grande público. É assim que as coisas funcionam. Ou será que alguém acredita que a geração dos colombianos James Rodrigues, Ospina e Cuadrado, ou ainda dos chilenos Bravo, Vargas e Sanchez vai fazer sucesso na próxima Copa do Mundo?  Eu sinceramente pago para ver.

O QUE ME DEIXA INDIGNADO – É o fato do Brasil ser diferenciado porque o nosso potencial é enorme em relação aos demais países. Sempre fomos uma grande usina, quando uma geração já estava para “pendurar as chuteiras”, já tinha outra pronta para assumir o lugar e dar sequência a este ciclo que parecia ser interminável de  craques. Apenas parecia porque a realidade hoje é bem diferente.

O QUE SEMPRE FOI DIFERENTE – É que o jogador brasileiro praticamente nascia nos babas dos campos de várzea. Lá, não tinha negócio de escolinha não, ninguém tinha posição fixa e quem era talentoso, diferenciado se notava logo. Hoje, as “engessadas” escolinhas de futebol produzem jogadores de qualidade, no mínimo contestável. Não existe espaço para a criatividade e a maioria dos atletas vive somente de lampejos.

POR ISSO – Que hoje, jogadores como Pato e Ganso, por exemplo, não me enchem os olhos. Pelo tempo que estão em atividade, pelo cartaz que têm, já era para terem explodido no futebol. Porém são atletas que fazem uma partida boa e outras 10 ruins. Outros como Lucas Lima, Gabriel Jesus e o Gabigol são promessas somente. É o retrato do nosso futebol.

FALANDO EM RETRATO – O Governo do Estado da Bahia ficou bem na fita, já que o equipamento inaugurado recentemente – a piscina olímpica em Salvador – vai servir de base para os treinamentos da Seleção Brasileira de Polo Aquático, o que é motivo de alegria para muita gente, porém a alegria jamais pode esconder a realidade que é muito triste: um Estado maior do que muito países do Mundo tem apenas um equipamento destes. Um absurdo!!!

E O INTERIOR? – Fica aqui “chupando dedo” porque hoje em Feira de Santana, por exemplo tem uma piscina no Complexo Esportivo Oyama Pinto, que até agora eu não sei qual é a real finalidade. Estão acontecendo aulas de Natação gratuitas? A galera do Polo Aquático tá utilizando o espaço? Faço estes questionamentos porque sinceramente não vejo nenhuma divulgação nesse sentido.

ENQUANTO ISSO – Tenho acompanhando o sacrifício do pessoal aí para levar uma seleção para disputar o Campeonato Brasileiro de Polo Aquático. Uma vergonha para uma cidade que já foi considerada uma grande fábrica de talentos esportivos, em diversas modalidades. Era fácil porque os clubes sociais eram quem sustentavam estas práticas e hoje isso acabou. Agora estamos vendo seguimentos agonizantes vivendo de abnegados.

FALANDO EM SACRIFÍCIO – A situação financeira do Fluminense é complicada porque as despesas são altas e as receitas são incompatíveis. O momento só não é mais crítico porque a CBF está bancando despesas de viagem e hospedagem pelo Campeonato Brasileiro da Série D em jogos fora de Feira de Santana. O torcedor tem que ajudar,  comparecer em grande número nos jogos em casa porque pelo menos ameniza um pouco a situação.

EM RELAÇÃO AO TIME – Tem um compromisso dificílimo diante do Murici, que vale a liderança do grupo e a classificação antecipada para a próxima fase da Série D. O Touro pode, sim, vencer o Murici que é um time do mesmo nível, porém vai dificultar as coisas jogando no Estádio José Gomes, seu santuário, onde ainda não perdeu.

O CLUBE AVANÇANDO – Pode melhorar o aspecto financeiro e assim outras coisas boas podem acontecer. O momento é complicado, porém os dirigentes, comissão técnica e os jogadores não podem esmurecer e todos têm que seguir firmes no propósito de cada vez mais elevar o nome do Touro do Sertão no cenário esportivo.

Cristiano Alves - Jornalista - DRT BA 2300 

Colunista de Esporte do Portal MF e Editor chefe do Jornal Folha do Estado

Por Cristiano Alves

Outras postagens de Cristiano Alves