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Por Cristiano Alves

Publicada em 02 de Julho de 2016 ás 22:26:48

Intervalo por Cristiano Alves

 PARECE QUE A CRISE - Não é algo evidente apenas no futebol brasileiro. Esta semana, a "bruxa" tem andado solta lá pelos lados da Argentina com mais um vice-campeonato em uma Copa América festiva, a "aposentadoria" da seleção anunciada por Lionel Messi e para completar a renúncia do presidente da federação local. Isso tudo reflete na campanha da seleção nas eliminatórias da Copa, pois o futuro passa a ser uma incógnita. 

PELO MENOS - O presidente da Federação Argentina, que assumiu em 2014, teve a decência de renunciar o cargo. Em comparação ao seu antecessor - Júlio Grondona - que ficou mais de 30 anos no poder, ele nem esquentou o lugar. Aqui no Brasil a situação pode estar a pior possível e os grandões permanecem no poder como verdadeiros parasitas e o nosso futebol é quem perde com tudo isso. 

QUANTO AO MESSI - É um extraordinário jogador de futebol, porém a trajetória dele é marcada por participações decepcionantes na seleção da Argentina, se analisarmos objetivamente a questão de conquistas. Se levarmos em conta somente este aspecto foi até melhor parar agora do que depois. Um novo revés poderia levar o excelente jogador a se tornar um representante do fracasso hermano. 

FALANDO EM PARAR - Vou lançar uma pergunta: quando é que os grandes clubes do Brasil vão parar de importar jogadores estrangeiros? Nada contra a se trazer jogadores de outros países, porém uma coisa é certa: estão pulverizando as divisões de base. Agora só se vê times como Santos, Flamengo, São Paulo, Cruzeiro, Atlético/MG, Palmeiras trazendo os gringos que aos poucos vão preenchendo espaços que deveriam ser ocupados com novos talentos.

FOI-SE UM TEMPO - Onde os clubes brasileiros eram genuínos fazedores e exportadores de jogadores de futebol e hoje, aqueles times que têm uma relativa condição financeira estão importando estrangeiros reproduzindo assim o nosso ciclo histórico onde os estrangeiros vieram para cá sugaram o pau-brasil, a cana-de-açúcar e o ouro. Fizeram e ainda fazem isso com os nossos jogadores e nada é feito para mudar este panorama. 

AGORA - Os jogadores mal "saem das fraldas" e já são negociados. O exemplo mais recente foi o de Matheus Pereira, 17 anos, meia do Corinthians que foi negociado com o Empoli da Itália, que deve servir de ponte para a chegada do jogador a Juventus. Ou seja, ele nem teve chance de jogar no elenco profissional do Corinthians e já foi vendido. Isso sinceramente é necessário sim, porém a venda prematura pode trazer problemas para o mesmo atleta futuramente.

PROBLEMAS - No sentido destes atletas serem pouco preparados, ou seja, ainda jovens ganham fama, projeção, dinheiro, mas não sabem lidar com estas situações. Só fazem isso, mas na hora de um compromisso mais sério - como a disputa de um título mundial - eles simplesmente negam fogo. Muitos não exercem a profissão com amor e os insucessos são encarados com normalidade, para não dizer frieza. 

O TEMPO VAI ESTAR QUENTE MESMO - Em Campina Grande/PB, quando o Fluminense vai enfrentar o Campinense no Estádio Amigão em um jogo crucial para as pretensões do Touro do Sertão, que vem bem na Série D: se vencer deixa bem pavimentado o caminho para a sua classificação à próxima fase da competição nacional. No entanto o jogo vai ser complicado, mesmo porque é considerado de via ou morte para o time campineiro que precisa vencer para seguir com chances de classificação.

PELO QUE VI - Do jogo aqui em Feira de Santana, com certeza será um confronto dos mais complicados, mesmo com o Campinense neste momento sendo o lanterna da chave A-9. O time paraibano é qualificado e sinceramente foi o melhor time que vi jogar e com certeza o Fluminense vai ter que jogar muita bola se quiser vencer o Campinense e praticamente por a mão na vaga para a próxima fase, para a alegria da torcida que tem comparecido em bom número nos jogos do Joia.

SÓ DANDO UM TOQUE- Respeito a opinião das pessoas que querem ingressos mais baratos. Porém não venham me dizer que no domingo passado, o público reduziu porque o ingresso foi R$ 20. Sem essa, mesmo porque contra o Murici, o preço foi mesmo e o público foi maior. Claro que a chuva atrapalhou, assim como o feriado prolongado também. Em outras circunstâncias talvez a presença de torcedores fosse maior.

ESTÁDIOS CHEIOS - Não sginfica mais dinheiro para o clube, mesmo porque as despesas são altas e este mesmo torcedor que reclama do preço do ingresso é basicamente o mesmo torcedor que vai ao shopping e compra um lanche de R$ 20, ou ainda gasta R$ 20  para comprar duas cervejas, pois em muitos lugares a bebida já encontrada por R$ 8. Por que esta celeuma? Tem locais que se cobra R$ 10 no preço do ingressos e não se tem nem mil torcedores presentes.

PARA SE TER UMA IDÉIA - O Campiense está cobrando hoje ingressos de R$ 30, R$ 15 e R$ 50. Alguma contestação? Olha que Campina Grande é menor do que Feira de Santana. O certo é o seguinte: quando o jogo é bom o torcedor vai, independente do valor. O certo é deixar de polêmicas e apoiar o Fluminense que está no caminho certo para se classificar à próxima fase da Série D. 

Cristiano Alves - Jornalista - DRT-BA-2300 

Colunista de Esporte do Portal MF e Editor chefe do Jornal Folha do Estado 

Por Cristiano Alves

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