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Coluna Intervalo

O destaques do mundo do esporte
Por Cristiano Alves

Publicada em 05 de Junho de 2016 ás 08:49:58

Intervalo por Cristiano Alves

 NÃO SEI – Se foi uma boa, este veto dos vereadores ao projeto de lei do vereador Correia Zezito, que liberava a venda de bebida alcoólica nos estádios feirenses. Sinceramente me pareceu uma atitude abrupta porque, esta questão deveria ter sido mais discutida, inclusive com a própria sociedade. Por que não fizeram uma audiência pública para discutir o assunto? Se convocam audiências para questões de menos relevância, não sei por que o tema não foi debatido.

O GRANDE PROBLEMA – É que a não liberação da venda da bebida pode levar a casos como já presenciamos de vendedores fora do estádio ficarem vendendo latas de cerveja e jogando por cima do muro através de cordas. Deve haver um disciplinamento, sim, porém uma medida como esta de vetar o projeto, na prática pode levar o torcedor a tomar atitude que vá de encontro a proibição. Repito: o assunto deveria ser mais discutido, antes de ser reprovado ou mesmo aprovado.

AINDA MAIS – Porque muitos dos nossos edis sequer passam na porta do estádio, a não ser quando acontece um jogo de grande apelo. Me lembro que quando o São Paulo jogou aqui contra o Bahia de Feira a tribuna de honra estava cheia. Por que eles não vão nos outros jogos? Só espero que com a reinauguração do estádio muitos deles mudem a atitude e apareçam mais porque muitas vezes sinto o esporte um tanto quanto desassistido por parte do Legislativo feirense.

A PROVA DISSO – É que ainda o esporte se ressente da ausência de políticas públicas definidas, ou seja, ainda se usa a velha prática de que se faz alguma coisa quando se constrói o equipamento esportivo e só O problema está no fato deles encararem o esporte como um fator de política assistencialista, quando não é.

FALANDO EM ASSISTÊNCIA – O companheiro Luiz Britto, da Tribuna da Bahia, está entrando com uma ação no Ministério Público contra a restrição que está sendo adotada em relação ao trabalho dos repórteres de campo nos jogos do Campeonato Brasileiro, pois a CBF segue a determinação da FIFA que limita a participação dos profissionais em jogos oficiais. A medida é descabida e sinceramente entendo ser válida a iniciativa do colega.

NÃO PASSO – Esta situação, porém fico imaginando como é complicado para principalmente para as emissoras de rádio trabalhar com repórter que fica atrás de um dos gols. Muito complicado mesmo, mas não é difícil para quem detém os direitos de transmissão da competição. Na verdade isso é uma forçação de barra para que as emissoras se adequem a esta realidade.

NÃO QUERO JULGAR – Mas me parece ainda tímida a manifestação por parte das nossas entidades de classe. O presidente da ABCD, Márcio Martins, que é também advogado deveria chegar com mais força e como dirigente da ACEB junto com os demais companheiros a nível nacional fazer alguma coisa para barrar esta medida esdrúxula. É por isso que as rádios estão cada vez mais desistindo de fazer futebol. Já é caro se transmitir, imagine o profissional ir aos estádios e ter seu trabalho restringido?

É VÁLIDA – A ação de Britto, porém “uma andorinha só não faz verão”, ou seja, todos mós temos que chegar junto e brigar pelos nossos direitos, temos que mostrar união e lutar contra este absurdo que é o monopólio absurdo  da TV Globo. Agora nada é eterno, muito menos um monopólio. 

AINDA TENHO – Esperanças de que um dia este monopólio nojento acabe porque não é possível se cercear a imprensa desta forma. Só o fato dela estar sendo ameaçada por outro grupo é um grande avanço. Espero que um dia os dirigentes caiam na real e entendam que não deve existir este tipo de prática.

NADA CONTRA – Que se organize os profissionais para que o trabalho saia melhor, porém, restringir a quantidade de repórteres, principalmente do interior apenas para um de cada emissora, em jogos na Fonte Nova é complicado: um repórter apenas, que fica atrás de um dos gols, o que sinceramente dificulta muito o trabalho. São por essas coisas que cada vez menos se tem rádios fazendo esporte.

DIFÍCIL MESMO – Ficou foi o grupo 9 do Campeonato Brasileiro  da Série D, onde está o Fluminense: a CBF substituiu ou Sousa pelo Campinense, um adversário muito difícil, que tem mostrando força no Nordeste e com certeza entra com ares de favorito, porém, a teoria é uma coisa e a prática é bem diferente.    

É LÓGICO – Que se consideramos o histórico recente e até mesmo a estrutura existente, o Campinense é favorito, porém favoritismo não ganha jogo. Pode ser uma vantagem, se bem aproveitada, entretanto não devemos fazer do time paraibano um “bicho-papão”, mesmo porque a coisa se resolve dentro de campo.

Cristiano Alves - Jornalista - DRT-BA-2300

 

Colunista de Esporte do Portal MF e Editor chefe do Jornal Folha do Estado 

Por Cristiano Alves

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