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Por Cristiano Alves

Publicada em 06 de Maio de 2016 ás 14:58:41

Intervalo por Cristiano Alves

FINALMENTE – Conheceremos hoje o campeão baiano 2016, quando mais uma vez, os dois grandes do Estado medem forças. O Vitória tem vantagem, mas num clássico diante do Bahia tudo pode acontecer, mesmo porque se trata de um jogo diferenciado, onde não tem um time assim superior ao outro. Tudo pode acontecer e neste caso, a vantagem não pode ser menosprezada, mas ao mesmo tempo não quer dizer muita coisa.

FALANDO EM MUITA COISA – Sempre é uma polêmica a convocação da Seleção Brasileira. Muita gente ficou falando porque o Brasil não vai levar o Neymar, já que o Barcelona sabe que a Copa América este ano é festiva, mas a verdade é que hoje é essencial a sua presença no Brasil, até mesmo para aliviar a situação de Dunga que não é nada confortável, não só pelos resultados, mas pelas péssimas apresentações da equipe canarinha.

A VERDADE – É que se trata de uma competição sem valor até mesmo para a duvidosa contagem de pontos da Fifa. Mas para Dunga, o título pode segurar o seu emprego. As vezes o valor destas conquistas se tornam importantes para situações futuras como é o caso de Dunga, que não resistiria se acontecesse um insucesso na Copa América.

AGORA – É uma situação complicada porque se Dunga convoca inexperientes e o time vai mal, aí a situação dele se complica. Por outro lado, se leva só os medalhões, o trabalho de renovação na Seleção Brasileira fica complicado. Independente do time o importante é ganhar para a moral voltar a ficar lá em cima.

POR FALAR EM MORAL – Com certeza será moralizada a decisão entre Vasco e Botafogo. No primeiro jogo aconteceu um foi um placar apertado, que deu a vantagem ao time cruzmaltino, bem pequena, que não lhe assegura absolutamente nada. O Botafogo tem amplas condições para reverter e o time vascaíno vai ter que jogar muita bola para administrar a vantagem e ser campeão.

SE NÃO FOR CAMPEÃO – Não tem problema porque o mais importante é o trabalho que o Botafogo está fazendo, no sentido de revelar jogadores. Foi assim com Vitinho e Dória, agora está sendo com Luiz Henrique e Ribamar e se os dirigentes tiverem paciência, logo outras “pérolas” vão aparecer, pois no tempo em que o dinheiro tá complicado, o negócio é investir mesmo na base.

É CLARO – Que o Botafogo não tem hoje, ainda, um grande time capaz de lutar pelo título nacional, mesmo porque os investimentos do time são modestos em relação a outros concorrentes. Mas pode fazer um trabalho no sentido de se consolidar para amanhã ou depois estar aí em vantagem em relação a outros clubes que ainda seguem insistindo em velhas práticas.

SE COMPARARMOS – O quadro atual, até os grandes times que fazem investimentos pesados em seus elencos estão se enroscando com clubes de menos expressão. Esta semana, o Corinthians depois de se enrolar com o Audax e sair do Paulistão, se ferrou com o Nacional e saiu da Libertadores e o Flamengo apanhou no Nordeste de novo. Desta vez foi para o Fortaleza. Acabou esta história de que os grandes levavam vantagem sobre os pequenos.

POR FALAR EM VANTAGEM – Não é porque a Juazeirense joga por um empate que já garantiu o terceiro no lugar no Campeonato Baiano diante do Fluminense. Pelo que aconteceu na semana passada, mesmo jogando em Juazeiro, o tricolor feirense tem amplas condições de chegar lá e vencer. Os times são equivalentes e ninguém ainda pode “cantar de galo”, não.

ALIÁS – Quando se fala em “cantar de galo”, não há como não se lembrar da confusão ocorrida na semana passada, em relação a data do confronto entre Fluminense e Juazeirense. Para mim, uma coisa ficou bem clara: ainda existem dirigentes que precisam entender que não são mais torcedores e sim dirigentes e como tal precisam ter um comportamento baseado no equilíbrio. Bastou acontecer uma confusão para que estas atitudes viessem à tona.

ORA – Pelo visto, mesmo com a tentativa de se modificar a forma de gestão do clube, ainda existem pessoas que insistem em velhas práticas como se a agremiação fosse uma propriedade particular e não é. As pessoas precisam entender o que é trabalhar em grupo, com decisões consensuais e nunca deliberações isoladas.

O CERTO -  É que as pessoas devem deixar toda a vaidade, o egoísmo, as posições políticas de lado, mesmo que em determinados momentos se tem vontade de colocar tudo para fora, mas as pessoas precisam entender que o bem maior é o Fluminense e “pelo Fluminense tudo”, como diria o filósofo Claudio Duarte. 

 Cristiano Alves - Jornalista - DRT-BA-2300

Colunista de Esporte do Portal MF e Editor chefe do Jornal Folha do Estado

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