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Coluna Intervalo

O destaques do mundo do esporte
Por Cristiano Alves

Publicada em 01 de Abril de 2016 ás 17:07:03

Intervalo por Cristiano Alves

QUEM SOU EU – Para dizer como os colegas de crônica esportiva devem proceder para emitir suas opiniões? Vivemos numa democracia, onde cada um tem o livre arbítrio de comentar aquilo que acha pertinente e da forma como melhor lhe convém. Agora, existem certos posicionamentos, que sinceramente os analiso como verdadeiras aberrações, com todo o respeito aos seus autores.

ESTA HISTÓRIA – De dizer que Bahia e Vitória estão na final é um verdadeiro risco para quem afirma, mesmo porque, eles ainda têm que passar por Fluminense e Juazeirense. Ou o regulamento mudou?  Se não mudou, os grandes ainda tem mais dois pequenos pela frente, ou para atropelar ou se enganchar. Do contrário não se precisava ter semifinal e os grandes decidiriam o estadual como sempre aconteceu.

FALANDO EM VITÓRIA – É difícil emitir uma opinião abalizada sobre o caso VR-3, mesmo porque existem brechas, que só mesmo um jurista para comentar. Sinceramente li tanta coisa, que não consegui formar um pensamento. É até melhor não me aprofundar porque “boca fechada não entra mosquito”, diz o adágio.

UMA COISA É CERTA – Que o meu colega Marcelo Sant’Anna pisou na bola ao se manifestar sobre o caso VR-3, pisou feio e perdeu uma grande oportunidade de ficar calado, pois a postura foi de uma pessoa inexperiente no futebol. Porém é este o tipo de postura de muitos que se acham acima de qualquer coisa, como outros colegas que se julgam os visionários por conhecerem de cór e salteado o futebol baiano.

CHEGA A SER REVOLTANTE – Este tipo de postura porque na verdade se menospreza o trabalho feito pelos times do interior. Este trabalho do Fluminense, em especial, merece elogios porque mesmo com todas as dificuldades, os dirigentes mantiveram o planejamento que trouxe o time de volta a 1ª divisão, a conquista da Copa Estado e agora coloca o time entre os quatro melhores do estadual. Isso não é enxergado pelos companheiros da grande imprensa, ou melhor ignorado por muitos deles.

FAZER FUTEBOL – Sem estádio, sem renda, sem patrocínio e apenas com o esforço e abnegação dos dirigentes que acreditam na força do clube é algo que merece elogios. Foi um trabalho iniciado na 2ª divisão que teve sequência e os resultados estão ai. Outro clube, sinceramente, não sei se chegaria até aqui mantendo a união em todos os seus setores.

NA MINHA VISÃO – O que está acontecendo com o Fluminense é fruto da persistência dos dirigentes e independente da questão técnica, esta situação pode levar o clube a viver dias melhores do ponto de vista financeiro. Este é um bom exemplo para outros clubes seguirem doravante, pois nada cai do céu e tudo tem que ser obtido mesmo a base de muito sacrifício.

SERVE DE EXEMPLO – Para o Feirense, que caiu para a 2ª divisão, mas que havia iniciado um projeto novo e deve continuar, mesmo com o resultado não tendo sido o esperado. Claro que agora tá todo mundo de cabeça quente com a queda e ainda estão arrumando a casa, mas quando a poeira baixar devem repensar o projeto, ver os erros e procurar extrair algum acerto disso tudo.

O GRANDE PROBLEMA - É que quando acontece uma situação destas se zera tudo e se começa um novo trabalho, como aconteceu no ano passado, quando o Feirense quase caiu, mas sobreviveu e veio para este ano com o pensamento diferente. Boa ou ruim uma estrutura é sempre uma estrutura e por pior que seja, há sempre algo a ser aproveitado. Entretanto, se age de forma tal que as coisas ruins devem ser deixadas para trás por completo.

OUTRO EXEMPLO – De uma coisa considerada ruim e que muitos “torcem o nariz” são competições tipo a Copa Estado, que não têm rentabilidade, mas representam muito do posto de vista técnico porque são “atalhos” para competições nacionais como a Copa do Brasil ou Campeonato Brasileiro da Série D. Além disso, serve para que as equipes sejam montadas e entrosadas para campeonatos mais competitivos.

O GRANDE PONTO DE PARTIDA – Para quem quer ser grande no futebol é justamente passar por estes sacrifícios para que através do planejamento um clube cresça e se torne grande. É claro que talvez muitos até achem que isto que estou falando é utopia, mas ainda é o único caminho que uma agremiação pode percorrer para chegar ao topo.

PELO QUE VEJO – Vai se começar tudo de novo em relação ao Feirense. Tomara que desta vez as coisas aconteçam do jeito certo, com a valorização da base, trabalho de “garimpagem” para se formar novos valores e assim se formar um time forte e com identidade com o clube acima de tudo. Tomara que dê certo.

 Cristiano Alves - Jornalista - DRT-BA-2300

Colunista de Esporte do Portal MF e Editor chefe do Jornal Folha do Estado

Por Cristiano Alves

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