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Coluna Intervalo

O destaques do mundo do esporte
Por Cristiano Alves

Publicada em 09 de Maro de 2016 ás 16:07:05

Intervalo por Cristiano Alves

NÃO É NOVIDADE - A situação dos estádios baianos que este ano se encontram parados para ajustes, uma vez que há muito tempo as praças estavam necessitando de reparos em suas estruturas que não atendem mais as necessidades mínimas para se desenvolver um bom espetáculo futebolístico, pois constantemente eram alvos de críticas de todos que fazem o esporte acontecerem.

ORA - O que não consigo entender é o porquê se fala tanto se critica tanto a Federação Bahiana de Futebol pelas suas programações, como por exemplo, a que vai acontecer na próxima semana entre Bahia de Feira e Fluminense que vai ocorrer em Petrolina. É inusitado, porém, esta situação reflete a falta de alternativas para se organizar uma competição profissional em praças que atendam às exigências do Ministério Público e demais órgãos responsáveis pela segurança e bem estar dos envolvidos nos acontecimentos esportivos. 

É COMPLICADO - Mas o caso tem que ser encarado por todos com a maior racionalidade possível. De nada adianta ficar reclamando de uma situação que não tem jeito porque               as coisas não mudarão, protestar não adianta e sinceramente a revolta é que em nada vai modificar o quadro atual que é de espera para que as praças esportivas se adequem às necessidades e se tenha no próximo ano uma competição menos complicada.

ATÉ PORQUE - As praças esportivas pertencem aos municípios, ou o Estado. Isso significa que para se fazer qualquer alteração depende de uma série de situações, como foi o caso aqui do Joia da Princesa, que na minha opinião os estudos feitos pelo município demoraram demais a serem concluídos para então se lançar o processo de licitação até se escolher a empresa que está executando as obras que dizem que serão concluídas no próximo mês de maio.

AGORA - Se estão acontecendo estes problemas de momento, imaginem se não tivesse os  municípios parado para reformar os estádios? Não se teria campeonato, o que provocaria uma situação pior ainda do que a atual. Sabem qual seria o primeiro reflexo disso tudo? Muitos clubes simplesmente morreriam porque precisam estar em atividade, mesmo jogando distante das suas praças. 

DE QUEM É CULPA? - Sinceramente todos envolvidos têm a sua parcela de culpa porque ninguém faz futebol sozinho. Os clubes precisam das prefeituras que além de cederem os estádios injetam recursos, quando injetam porque tem lugares por aí que os prefeitos por divergências políticas nem dão um centavo. Times reféns de prefeituras podem exigir o que mesmo?

AS PREFEITURAS - Por sua vez têm culpa porque não enxergam o esporte como veículo divulgador das suas cidades e por conta disso fazem as obras específicas da forma lhe é mais conveniente. E como esta crise que assola o nosso Brasil, na verdade elas acabam sendo cobertas por este pseudo-escudo que esconder uma realidade de momento. 

POR OUTRO LADO - A FBF não poderia mais "tapar o sol com a peneira" e fazer vistas grossas para tantas situações que flagramos por aí quando viajamos trabalhando. Ainda acho que houve um pouco de vistas grossas porque em muitos locais as exigências não foram cumpridas ao pé da letra e fosse cumprir aí sim, eu acredito que o futebol baiano em 2016 passaria em branco. 

O QUE NA VERDADE - Está acontecendo é o reflexo da falta de planejamento de todos os envolvidos: dos clubes, que ficam de braços cruzados e não buscam alternativas, das prefeituras e da FBF que precisam se organizar melhor de forma que ninguém venha a ficar reclamando porque se todos são conscientes da situação e principalmente estão informados sobre a legislação, reclamar é a mesma coisa que chover no molhado. 

POR QUE - Não se insistiu, por exemplo, com a ideia de se viabilizar os estádios de Santo Estevão e Conceição da Feira? Lembro que esta situação foi colocada durante uma reunião que contou com os representantes dos clubes, FBF e prefeitura de Feira de Santana. Mesmo que não desse tempo naquele momento para viabilizar para as partidas iniciais deveria se trabalhar estas praças para o futuro próximo. 

QUE ME DESCULPEM - Mas o comodismo foi geral por parte de todos porque naquele momento era mais fácil se trabalhar em cima das alternativas mais visíveis, do que se criar outras opções. A FBF teria que ser provocada, mas a verdade é que ela poderia ter pelo menos buscado informações sobre a situação de cidades próximas e isso nem foi tentado e os clubes também poderiam fazer isso e não fizeram, ou melhor não insistiram. 

EU AINDA - Apostaria na viabilidade destas praças alternativas, mesmo porque não se sabe se no ano que vem os estádios estarão em condições de serem utilizados. Mesmo por exemplo o Joia tendo condições acredito que é interessante se buscar o apoio de cidades vizinhas porque o futebol movimenta a região é atrativo e se todos tiverem esta consciência com certeza o futuro do nosso futebol seria mais alentador. 

Cristiano Alves - Jornalista - DRT-BA-2300

Colunista de Esporte do Portal MF e Editor chefe do Jornal Folha do Estado

Por Cristiano Alves

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