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Coluna Feira Terra de Cultura

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Por Emerson Azevedo

Publicada em 05 de Dezembro de 2015 ás 01:19:36

Samba encerra os festejos de Santa Bárbara‏

Foto: Rosilda Cruz

 Após os louvores, agradecimentos e clamores que tomaram conta da missa campal na manhã de sexta-feira, 04 de dezembro, dia de Santa Bárbara, o Largo do Pelourinho abriu as portas para o samba. Começando no início da tarde, devotos que retornaram dos cortejos e dos tradicionais carurus servidos na data, puderam extravasar toda a energia positiva adquirida durante a manhã, fazendo uma festa do jeito que o baiano gosta. O povo caiu no samba também nos largos Pedro Archanjo e Tereza Batista. A programação foi promovida pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), através do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI).

A parte conhecida como “profana” da festa começou ao som de Jorginho Commancheiro, que esquentou a tarde deixando o público preparado para tudo o que viria a seguir. A cantora Márcia Short foi a segunda a se apresentar, e não escondeu a sua satisfação em participar da festa.

“Eu sou filha de Iansã. Era um desejo meu participar dessa festa e sempre pedi para cantar aqui pelo tamanho respeito que tenho por Santa Bárbara, que é associada à minha mãe Iansã”, conta Márcia, destacando o sincretismo religioso, que é um aspecto predominante da festa. Já no começo da noite, a cantora Juliana Ribeiro assumiu o palco, levando um repertório que além de samba contou com versões de músicas dos blocos afro.

O grupo Bira Negros de Fé, que participou da festa pelo quarto ano, encerrou a programação com um show que fez o largo do Pelourinho inteiro cantar junto, passeando por clássicos do samba, canções autorais, além de sucessos de Maria Bethânia.

A programação também tomou conta das ruas, com o cortejo das Filhas de Gandhy, que adicionaram o vermelho da festa às suas vestimentas tradicionalmente brancas e azuis. Já nos largos Pedro Archanjo e Tereza Batista, o mais puro samba de diversas gerações balançou a galera ao som de Sambatrônica, Roque Bentenquê, Anjo Bom, Bambeia e Samba Chula de São Braz.

A baiana Lélia Maria dos Santos, de 67 anos, participou da missa campal pela manhã, e fez questão de continuar no Pelourinho todo o restante do dia para curtir a programação. “Sou devota de Santa Bárbara e tenho muitos motivos para agradecer. Sempre participo da parte católica, e há cinco anos trago de presente uma gamela de acará pra agradecer por um livramento que ela me deu. Depois fico pro samba, que é o gostoso das baianas”, contou dona Lelia, sem parar de dançar e acompanhar o sambão.

Pelô da Bahia em festa : O Largo do Pelourinho continua em festa durante todo o fim de semana, não vão faltar motivos para curtir mais do Pelô. Neste sábado (05), às 20h, acontece a Homenagem ao Samba. 

A programação entra no embalo dos festejos do Dia do Samba, comemorado no último dia 02. O reverenciado cantor e compositor Nelson Rufino dividirá o palco com Aloísio Menezes, Lazzo Matumbi, Matilde Charles e Tote Gira, que farão participações especiais para abrilhantar ainda mais a festa e mostrar o melhor do samba da Bahia.

O terceiro dia consecutivo de festa promove, no domingo (06), um encontro de blocos afro, no encerramento das atividades do Fórum de Entidades Negras da Bahia para o Novembro Negro.O festival, que será apresentado pelo cantor e compositor Lazzo Matumbi, começa às 15h, com a Banda Afro Muzenza, que conta com as participações dos blocos afro Os Negões e Malê Debalê. Mais tarde, às 16h30, a Band'Aiyê, do bloco afro Ilê Aiyê, faz o Pelourinho tremer, e convida a ala de canto do bloco afro Okambi.

Por Emerson Azevedo

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