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Coluna Intervalo

O destaques do mundo do esporte
Por Cristiano Alves

Publicada em 31 de Outubro de 2015 ás 00:35:03

Intervalo por Cristiano Alves

Foto: Sidnei Campos / Jornal do Folha do Estado

 MUITAS VEZES – Nós cometemos erros por falarmos demais. Ou seja, como jornalistas temos que nos posicionar sobre os fatos que acontece no cotidiano, no contexto que nós vivemos. Porém nossas opiniões precisam ter o mínimo de respaldo porque quando nos posicionamos, estamos colocando a prova a nossa credibilidade, nosso nome e por conta disso devemos ser acima de tudo prudentes sem perder a contundência em nossas colocações.

DIGO ISSO – Porque esta semana tive oportunidade de presenciar algumas discussões de WhatsApp, onde alguns colegas do interior, que estão envolvidos no Intermunicipal, estavam rotulando como “fraca” a seleção de Feira de Santana e muitos até dizem que a seleção de Eunápolis já está na semifinal da competição. Isso, sinceramente, não cabe para pessoas que são formadoras de opinião pública porque estes profissionais precisam ter equilíbrio e falar com o mínimo de conhecimento.

IMAGINEM? – Que um cidadão – que não sei se é um colega ou não –  afirmou que houveram discussões entre integrantes da comissão técnica e jogadores de Feira de Santana na partida em Itapetinga, que o treinador Merrinho teria ameaçado “abandonar o barco”, dentre outras barbaridades, que sinceramente me deixaram revoltado. Eu estava lá e não vi nada disso. É mais uma prova de que as pessoas têm a liberdade, mas não sabem se expressar. Quem não sabe falar, se expressar na verdade deveria ficar calado.

QUE TODOS – Têm o direito de se expressar isso é uma situação inalienável. Porém, antes de tudo, as pessoas precisam ter consciência e refletir sobre o que vão falar para não cometerem desatinos. É por isso que muitas vezes me esquivo de determinadas discussões porque as considero infrutíferas para o nosso cotidiano e vou mais além: muita gente não vai a frente na nossa profissão justamente por conta deste tipo de atitude.

NADA CONTRA – Quem se posiciona desta maneira, quem arrisca prognósticos, mas nós estamos falando de uma competição eliminatória, onde existem uma série de fatores que podem contribuir para o sucesso ou derrocada de uma equipe. Precisamos ser comedidos porque futebol não é exato e o excesso de confiança neste sentido é algo prejudicial.

SE – Feira de Santana chegou até aqui é porque tem condições, sim, de ir mais longe no Intermunicipal. Por que este tipo de análise? Será por conta dos altos investimentos das seleções do Sul do Estado? Só digo que o investimento é importante, mas não é o fator preponderante, ou melhor determinante para que uma seleção avance no Intermunicipal.

SERÁ? – Que estes colegas se esqueceram que no ano passado, Cachoeira com uma folha salarial de R$ 30 mil foi campeã em cima de Santaluz que gastou R$ 500 mil? Eu não me esqueci disso e só serviu para que a minha tese seja robustecida agora. Futebol é no campo, 11 contra 11, onde está em prova a competência de dois técnicos e 22 atletas. Ninguém é “peru” para estar morrendo de véspera.

FEIRA – Pode não ter os mesmos investimentos que a seleção de Eunápolis, mas tem um bom conjunto, tem jogadores que podem decidir a seu favor, da mesma forma que a seleção do Extremo Sul tem excelentes jogadores. Agora dizer que o time feirense é fraco, jamais porque se assim fosse não teria chegado até aqui. O problema é que as pessoas gostam de criar mitos, como foi o Brasil de Telê em 1982: a melhor seleção da Copa. Ganhou o que mesmo?

CLARO – Que Feira tem pela frente o adversário mais difícil até aqui porque encara uma das favoritas ao título. Ninguém é louco de pensar diferente, mas o que não se pode é menosprezar os adversários, até porque se assim fosse não se precisava nem jogar. Muitos até nem acreditavam que o time de Merrinho chegasse até aqui. Mas se chegou é porque pode chegar mais longe. 

MUDANDO DE ASSUNTO – Nos últimos dias tenho ouvido muitas pessoas criticando a diretoria do Fluminense, a chamando de amadora. O que dizer então dos torcedores que querem premiar jogadores por conta própria? É uma atitude questionável porque este tipo de situação se vê em times de ponta de rua. Não é o caso do Fluminense. Não querem profissionalizar? É desta maneira que isso vai acontecer?

AI CABE – Outra pergunta: se as torcidas querem premiar os atletas, como elas pedem recursos aos dirigentes para viajar? Sinceramente esta eu não entendi e gostaria muito que alguém me explicasse, sinceramente. Estou querendo saber mesmo porque se trata de uma situação contraditória.

A PREMIAÇÃO – Deve acontecer, porém isto deve ser fruto de um consenso entre os dirigentes e a própria torcida. Não se esqueçam de que a “união é que faz a força” e que as atitudes isoladas atrapalham o andamento das coisas. Isso também serve para empresários que querem contribuir. Querem colaborar? Procurem os dirigentes e vejam a forma como pode ocorrer isso.

Cristiano Alves - Jornalista - DRT-BA-2300

Colunista de Esporte do Portal MF e Editor chefe do Jornal Folha do Estado

Por Cristiano Alves

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